A “quem disse, Berenice?”, as campanhas feministas e o que a gente ganha com isso

A “quem disse, Berenice?”, as campanhas feministas e o que a gente ganha com isso

Tenho observado o posicionamento de mercado da marca quem disse, Berenice? não só porque gostei da qualidade dos produtos e do fato deles serem super coloridos e acessíveis, mas principalmente pelo diálogo que é estabelecido com o público alvo. Explico melhor no decorrer da postagem!

A quem disse, Berenice? é uma das marcas do Grupo Boticário. Nas palavras do próprio grupo,

a marca inspira mulheres a serem livres para se sentirem mais bonitas e experimentarem diferentes possibilidades de produtos até encontrarem o que combina com elas.

É possível adquirir produtos com valores acessíveis para a diversidade feminina considerando as diferentes idades e classes sociais. As consumidoras são mulheres que buscam provar novas combinações e eventualmente até “quebrar regras”. A marca promove tendências e valoriza a liberdade estética por meio dos produtos e da comunicação com o público, composto especialmente por adolescentes e mulheres jovens.

Com bom humor, linguagem mais descontraída e originalidade a quem disse passa às consumidoras uma proposta inovadora que agrega liberdade, ousadia, independência, atitude feminina e questionamento de regras. Promove em diversas campanhas de comunicação um relacionamento íntimo com o público feminino. Veja abaixo o vídeo maravilhoso de uma das últimas campanhas! 

 

 

Com o slogan a vida das mulheres tem “não” demais, a campanha mostra que devemos duvidar de muitas regras socialmente impostas e estabelecer as nossas, focando na liberdade e revisão de crenças e hábitos. Na Fanpage da Berê tem sido expostos casos de mulheres reais que quebram paradigmas acompanhados das fotos delas com uma plaquinha dizendo “(insira aqui o que a moça faz/é) não é pra mim”. Por exemplo: “liderar não é pra mim”, “programação não é pra mim”. É muito empoderamento circulando pelas redes! 🙂

É claro que precisamos ser sempre críticas em relação às marcas que consumimos. A publicidade ainda é muito dominada por homens, principalmente no Brasil, o que coloca em cheque o real comprometimento das marcas com ideais feministas X o comprometimento somente com a vontade de vender. Estão descobrindo que falar da liberdade feminina ajuda a vender, né? Mas na pior das hipóteses, a publicidade ajuda sim – e muito! – a consolidar ideias e valores e se estão veiculando por aqui que uma mulher deve questionar regras impostas, pra mim está tudo bem! A quantas propagandas de cerveja absurdamente machistas tivemos que assistir até agora? Muitas. E ainda estamos assistindo porque as coisas mudam muito lentamente. Portanto, tudo que vá na contramão do machismo publicitário deve ser comemorado e sempre aprimorado, para que sejam criadas cada vez mais campanhas alinhadas com uma ideia de progresso feminino nos diversos âmbitos. E uma das marcas que estou vendo fazer isso é justamente a quem disse, Berenice?. Veja mais alguns exemplos da quem disse arrasando e trazendo pautas feministas pra dentro da publicidade:

 

 

 

E é justamente o incentivo à reflexão e à “quebra de regras” que fortalece a atuação feminista da marca: nós, mulheres, não precisamos continuar a repetir padrões de beleza e de comportamento. Não devemos ter medo da avaliação dos outros se estivermos convictas daquilo que queremos e somos. E a quem disse está incentivando a inovação e autenticidade femininas, a libertação de amarras sociais, o empoderamento!

 

imagem 8

 

Esta última imagem é a própria marca se posicionando e mostrando qual é sua proposta de valor para as consumidoras. Bacana, né?

Para resumir, acho que estamos ganhando muito com a quem disse, Berenice?, veja alguns pontos positivos:

  • Produtos variados em cores, texturas e funções
  • Preços acessíveis em comparação a muitas outras marcas
  • Proposta de valor identificada com elementos do feminismo, promovendo valores como o questionamento de regras, independência, ousadia e liberdade, o que consequentemente começa a criar uma cultura de liberdade feminina

Eu gostaria de ver cada vez mais marcas com posicionamentos semelhantes. E também que existam marcas que extrapolam o “mercado feminino”, que vão além da maquiagem e vestuário e que se preocupam em ter uma atuação social. Somos um mercado grande e em expansão e gostaríamos de ser lembradas nas campanhas publicitárias! Existem várias que são muito legais, você se lembra de alguma que já viu e gostou muito? Então compartilhe nos comentários!

 

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