Ostra feliz não faz pérola

Ostra feliz não faz pérola

Texto de minha autoria originalmente postado no Blog Prisma (06/05/19) na coluna de Desenvolvimento.

Recentemente tive uma conversa com meu marido e duas amigas sobre desenvolvimento pessoal/profissional. Ficamos refletindo por um tempo sobre como “ostra feliz não faz pérola”, como já dizia Rubem Alves.

Sou psicóloga e lido diariamente com os desconfortos dos clientes. Os percalços às vezes emperram, mas em muitas outras empurram o desenvolvimento das pessoas. Vamos esclarecer isso um pouco mais nas próximas linhas!

Qual é o questionamento que te impulsiona mais longe?

Uma das pessoas que atendo me enviou um texto sobre o tipo de perguntas que devemos nos fazer para impulsionar nosso autodesenvolvimento. O ponto principal defendido pelo autor é que nos perguntarmos o que queremos é uma pergunta “fácil”. Há uma pergunta muito mais importante a ser feita e que traz mais informações. Poderia ser resumida em algo como: “qual é a dor que estou disposto(a) a enfrentar para conseguir o que eu quero?”.

O desequilíbrio é inerente ao desenvolvimento

Na ideia de melhoria ou desenvolvimento está embutido que algo não está perfeito, que está incompleto. Não melhoramos aspectos que estejam incríveis, acabados. A sorte agridoce é que nós, seres humanos, somos insatisfeitos crônicos com a vida e temos essa capacidade de sempre vermos um ponto que pode ser aprimorado. Isso pode travar as pessoas com autoconfiança muito baixa para testarem e se exporem às novas propostas que se fazem, por isso o processo para elas demora um pouco mais. Mas para quem está no caminho de se sentir seguro consigo mesmo, é o que impulsiona o autodesenvolvimento.

Sejamos práticos: se está tudo muito bem, obrigado, por que mexer em time que está ganhando? Cortamos caminho, tomamos atalhos, gastamos menos tempo com o que está dando certo.

Se você quer se desenvolver de alguma forma, primeiro precisa entender o porquê. Quais dores você tem hoje que te motivam a pensar nessa necessidade de dar o próximo passo ou mudar a rota? Quais dores você tem disponibilidade para enfrentar nessa jornada? Mudanças, mesmo que para melhor, geram necessidade de adaptação, o que por sua vez pressupõe a existência de um desequilíbrio temporário. Quando estamos em processo de mudança, deixamos de ter o controle parcial e conhecido que tínhamos sobre a situação anterior. Mergulhamos no universo desconhecido das possibilidades que ainda não testamos.

Então me diz: quais desequilíbrios você topa enfrentar para chegar ao seu próximo ponto de equilíbrio? O que isso vai te custar e, ao mesmo tempo, o que te trará como recompensas?

Como é viver em um casamento descomplicado

Como é viver em um casamento descomplicado

Texto de minha autoria originalmente postado na Gazeta Míope (08/03/17) na coluna de Comportamento.

 

Não é de hoje que observo que tenho um relacionamento um bocado diferente dos de outros casais. Para quem não sabe, sou casada com o Marcos Marciano que também escreve aqui para a Gazeta. É claro que nós já nos desentendemos e brigamos muito no passado, mas usamos o tempo e as experiências que ele nos trouxe para aprender a conviver melhor, respeitando a liberdade, as capacidades, as vontades e os limites do outro. Resolvi compartilhar com vocês algumas observações que eu, às vezes o Marcos, fazemos sobre viver em casal.

A primeira coisa: você não é obrigado!

Às vezes Sempre escuto relatos de como é a vida de outros casais

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Medo da opinião alheia, vergonha do que os outros irão pensar…pra quê?

Medo da opinião alheia, vergonha do que os outros irão pensar…pra quê?

Texto de minha autoria originalmente postado na Gazeta Míope (06/12/16) na coluna de Comportamento.

 

Quando eu era adolescente e estava na escola, minha mãe era MUITO brava! [Nota do editor: gente, vocês não têm noção.] E eu ainda tive o azar de ser a filha mais velha. Primogênitos sempre são os desbravadores da descoberta da maternidade e paternidade de seus progenitores. Os pais ainda estão testando, conhecendo os seus limites e sua forma de educar os filhos. Para o meu irmão foi muito mais fácil, não só por ser o segundo filho

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